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Prazer, Tanaiza.

Iniciemos pelo básico – boas maneiras – então, prazer! Tanaiza. Na sequência de uma palavra que gosto muito – gentileza.

Saibamos ser gentis com nós mesmos, com nossos pensamentos, nossas idéias, nossas inspirações e sensivelmente falando, com a nossa essência. Sendo assim, me vi há algum tempo no desejo de ter um lugar para escrever (mas não blog-face). Apenas um lugar onde eu pudesse praticar a escrita, organizar meus parágrafos, destrinchar o vocabulário. Leitora assídua, noto em mim um contraste pela facilidade de vastos pensamentos, e seu outro lado num dedicado trabalho, escrever. Obviamente, a escrita não acompanha a velocidade de pensamentos soltos, mas não fiquemos no óbvio. É muito fácil só pensar, mas não é tão fácil assim os estruturar. Você escreve, analisa, volta, recorta, reorganiza. Isso se estende em tantas coisas. Então sem exigir, e nada querendo alcançar, criei no pouco, para me satisfazer; mas se no muito, alimentar a essência. Com uma única regra, passos ritmados lado à lado sempre no meu próprio encontro, sempre na minha própria originalidade.

Seja na delícia de montar fotos e roteiros, brincar de ser autora, compartilhar receitas que valem reprodução, estender vozes do bem. Bem, o quê eu quiser, na companhia de um cafézinho, ou na de uma taça de vinho (quem ama cada um, sabe o quê o momento traz), trazer pra cá qualquer coisa de forma descompromissada, sem protótipos, apenas conforme o meu – mood -. Frisando, isso não é um blog, mas se faz visita por aqui, entre, tem as “boas-vindas”, agora, caso vez ou outra voltar, entendo que queira dividir o café, o vinho… É dessa premissa que assumo as rédeas desse espaço. Alimentando o quê ao meu ver entrelaça sutileza ao cotidiano. Gosto de pensar além, com projeção, como no natural da vida, cada vez mais madura, pudera ser divertido e valioso ler-me achando maior graça, relembrando com intimidade cada palavra, na soma do particular auto conhecimento. Fazer mais lembranças, mais um meio onde possa sentar e ler futuramente com filhos, ou quem quiser somente o lado B da vida…sentir o que está nos finos véus das entrelinhas. (eu avisei que estava inspirada)

“Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.”

Clarice Lispector

outubro 2020
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“…um desafio para amadurecer a fé.”

  • “Essa crise global está nos ensinando o quão fraco somos como seres humanos. Nós somos todos membros da grande família humana, criados à imagem de Deus. A cor da nossa pele, o idioma que falamos, nossos sotaques e nossas culturas não são levadas em consideração aos olhos de uma doença contagiosa. Em nosso sofrimento, na dor de perder um ente querido, nós somos completamente iguais: fracos e sem respostas. Aos olhos do mundo nós somos todos diferentes; aos olhos do vírus, nós somos iguais. 
    Todos nós amamos estar no controle. Nós fantasiamos que somos os capitães do nosso destino, mestres da nossa sorte. Mas talvez esse senso de controle seja uma ilusão, uma bolha que o coronavírus estourou, revelando a realidade que nós não estamos realmente no controle. Ser excluído e isolado não é uma coisa fácil, tendo em vista que fomos criados para relacionamentos. Mas muitas pessoas, agora, estão tendo que lidar com o isolamento. É uma experiência que a comunidade leprosa dos dias de Jesus conhecia muito bem. Eram forçados a viverem sozinhos, andando pelas ruas de suas cidades gritando: “Imundo! Imundo!”.
    Talvez essa crise está nos desafiando a reagir de maneira diferente – com fé e não com medo. Não fé nas estrelas ou em alguma deidade desconhecida. Em vez disso, fé em Cristo, o bom pastor que é também a ressurreição e vida. Certamente somente Jesus está no controle desta situação; certamente somente Ele pode nos conduzir através desta tempestade. Ele nos chama para confiar e crer, para ter fé e não medo.
    Talvez essa crise nos relembre com o que devemos nos preocupar nas nossas vidas. Talvez nos ajude a distinguir entre o que é significativo e o que é sem sentido. Talvez o coronavírus esteja nos ensinando o que realmente importa, um desafio para amadurecer a fé.”
    (Mark Oden)

Pensa grande…

…amore mio!

Pensa grande, repito, pensa grande amore mio! Por quê, o que é natural, o que é simples, se destaca. Mas há de se pensar grande. Só o grande se destaca. Me refiro aos sonhos. E o que me seduz é a certeza de que isso não nos custa absolutamente nada. Apenas o esforço de conhecer melhor sua própria percepção e sempre dela, exigir mais. Nunca estacionar. Isso é para pessoas rasas. O destaque só ganha força e enfoque, por sua própria percepção. Você prefere dormente ou ativo? Quem sabe, inquieto? Essa idéia me lembra uma frase que lí por aí e que ficou em mim, “tenha o espírito inquieto, é na inquietude que se encontra mais e mais conhecimento…” Como ousaria discordar? É claro que não me refiro a inquietude com direção oposta da paz. Me refiro a inquietude que repousa na mesmice, é uma aflição pra alma. Te amorna, azeda, endurece. Pois nas pequenezas do cotidiano, te cercam, e como numa ciranda, você está ali de braços dados fazendo “cirandar”.

O lado B da vida não está na direção do senso comum.

Esse -upgrade- há de estar nas travessias, ali tem novidade. Onde sua percepção se faz presente, está ativa, atraindo e percebendo tudo o que é novo. É você e tua voz interior, guiada pelo teu Deus. Há de ter uma força maior, uma divindade…presente se faz o teu espírito, que há de ser alegre, amoroso, confiante; vai te guiando, te mostrando, te abrindo caminhos. Quem discorda, está no raso de coisas mundanas, numa espiral sem sentido. Como disse a poeta norte-americana Maya Angelou: “Uma mulher em harmonia com seu espírito é como um rio fluindo. Ela vai onde vai sem pretensão e chega ao seu destino para ser ela mesma e, somente ela mesma.”

Não preciso acrescentar mais nada, né?!

Na verdade, sim. Lembrei de uma foto.

Como falar de sonhos, imensidões, sem me lembrar não só da foto, mas desse momento, nas alturas, dividindo a sensação do clima tão gelado e o calor acima da cabeça vindo da chama que alimentava o balão. No mesmo e único céu, que a 21 horas de vôo daqui, vivenciei um amanhecer imponente, poderoso, ao mesmo tempo que glorioso, esplêndido. Me lembro do sentimento de gratidão. Foi lindo. Os sonhos são lindos. Pinte eles, divido os meus lápis-de-cor. Os colora como estes balões!